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 Equipe Foco Educação Profissional  12/07/2017
Deficiência intelectual: o que é, quais os tipos e como identificar

Há um mundo de informações a ser desvendado quando falamos em deficiência intelectual. Há muitos estudos acerca disso, assim como há muita oferta em cursos de capacitação, aperfeiçoamento e atualização, para que os interessados na área fiquem por dentro de todos os aspectos pertinentes ao tema.  

Cursos online têm, nos últimos anos, preparado pessoas para que se entendam um pouco mais sobre "deficiência intelectual": por meio de conceitos e demais informações sobre a condição, assim como sobre os tipos de deficiência intelectual, seus níveis, sobre a forma que acontece a inclusão dessas pessoas no meio social e escolar, e muitos outros tópicos. Lembrando que todo esse conhecimento pode ser comprovado por cursos online com certificado – dependendo da razão pela qual você está fazendo os cursos EAD, essa certificação é necessária. 

Se você pensa em fazer um curso de deficiência intelectual, deve conhecer a opção que o portal Foco Educação Profissional tem a lhe oferecer: o curso Deficiência Intelectual. Ele trata de todos os pontos que citamos acima e muitos outros relacionados às pessoas com deficiência, à família, aos profissionais que trabalham na educação especial inclusiva, às formas de trabalho com essas pessoas na educação etc. 

Há também cursos EAD sobre assuntos mais específicos, mas também ligados à deficiência intelectual, como um curso de educação inclusiva ou cursos sobre autismo. Um curso de educação especial, que também pode ser encontrado entre cursos a distância, traz pontos importantes sobre o trabalho com crianças e jovens com deficiência intelectual e aborda os aspectos da educação inclusiva, ou seja: a muito o que conhecer quando o assunto é o desafio dos profissionais, da escola e da sociedade ao promover a inclusão de pessoas com deficiência intelectual. 

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O que é deficiência intelectual?  

Não é difícil entender do que se trata. A principal característica da deficiência intelectual são as limitações no funcionamento mental, que causam aprendizagem e desenvolvimento mais lentos.  

A deficiência intelectual é identificada por meio de três principais critérios:

a) o funcionamento intelectual é inferior à média, de forma bem significativa;
b) há a presença de limitações em pelo menos duas das seguintes habilidades: cuidados pessoais, compreensão e obediência a regras, relacionamento social, comunicação, vida doméstica, uso de recursos comunitários, trabalho, aprendizagem (leitura, escrita e cálculos básicos), segurança e lazer;
c) surge antes dos 18 anos. 

De forma prática, trazida para o dia a dia, isso significa que as pessoas com deficiência intelectual apresentam dificuldades para aprender, assimilar e executar atividades que para outras pessoas são simples e comuns. Em alguns casos, o comportamente dessas pessoas faz parecer que elas têm menos idade do que realmente têm (veremos mais adiante esse ponto, que tem a ver com o nível de deficiência). 

Deficiência intelectual e deficiência mental são a mesma coisa? 

Há uma certa confusão com relação aos termos "deficiência intelectual" e "deficiência mental". Enquanto uns dizem que são a mesma coisa, outros alegam serem coisas diferentes. E agora? A resposta é: deficiência intelectual é a nova nomenclatura de deficiência mental. Sim, são a mesma coisa. Na verdade não é tão nova assim, uma vez que a primeira vez que foi usada, pela ONU (Organização das Nações Unidas), em 1995.  

Em 2002 a Espanha publicou uma resolução substituindo o termo "deficiência mental" para "deficiência intelectual". Em 2004 foi a vez da  Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde utilizarem o termo, em um evento em  Montreal, no Canadá.  

Em 2010, a AAIDD - American Association of Intellectual and Developmental Disabilities definiu que a nova nomeclatura seria adotada universalmente, e apesar de ainda haver pouco conhecimento sobre a mudança, cada vez mais substitui-se "mental" por "intelectual". 

Mas e qual a razão disso? 

A principal razão vem do uso de "deficiência mental" junto a outro termo e que causa confusão há décadas: doença mental. Enquanto especialistas sabiam a diferença entre os dois termos, leigos e até mesmo a mídia usavam a terminologia comos e fosse a mesma coisa. 

Desfazendo a confusão: a troca para "intelectual" mostra que os distúrbios têm relação com o intelecto e não com a mente como um todo. Já o termo "mental" significa que a mente toda está comprometida.  

Outra informação que se tem é que até o termo "doença mental" passou por alterações. A psiquiatria passou a utilizar "transtorno mental" - mas isso é só a nível de informação, já que o nosso assunto é mesmo a deficiência intelectual. 

Tipos e níveis de deficiência intelectual 

Os tipos de deficiência intelectual estão relacionado a vários fatores, como alterações gênicas e cromossôminas ou desordens do desenvolvimento do embrião, além de vários outros distúrbios funcionais ou estruturais que reduzem a capacidade do cérebro. É um assunto que você também verá no curso deficiência intelectual, pois é conhecendo os tipos de deficiência que as formas de tratamento/cuidados serão desenvolvidas, assim como o tipo de atividades.  

Veja a seguir os tipos de deficiência intelectual:  

♦ Síndrome de Down – o tipo mais frequente de deficiência intelectual. Tem características que incluem olhos amendoados, baixa estatura, cabelos lisos, tendência à obesidade, músculos "molinhos" - principalmente quando são bebês -, nariz pequeno e achatado, entre outras. Seu desenvolvimento físico e mental é mais lento que o de outras crianças - e não há tratamento ou cura, já que a síndrome é uma condição inerente à pessoa. A síndrome de Down acontece por uma alteração genética, todas as pessoas têm 23 pares de cromossomos, já as com síndrome de Down têm três cópias do cromossomo 21. 

♦ Síndrome do X-Frágil: trata-se de uma alteração genética que provoca atraso mental. As crianças com essa síndrome possuem um comportamento social atípico, são bastante tímidas. Apresentam características como  o rosto alongado e orelhas salientes ou grandes, além do comprometimento ocular. Diz-se que essa síndrome parece bastante com o autismo. Afeta principalmente meninos e é transmitida pelo cromossomo X.  

♦ Síndrome de Angelman:  é um distúrbio neurólógico que causa deficiência intelectual,  epilepsia, atraso psicomotor, andar desiquilibrado, ausência de fala (ou comprometimento da mesma), sono difícil e entrecortado e alterações no comportamento. 

♦ Síndrome do Cri du chat (conhecida como miado do gato): refere-se a um tipo de choro característico de bebês, que parece um miado de gato, decorrente de malformação da laringe, que causa severo comprometimento intelectual. 

♦ Síndrome de Prader-Willi: cada criança pode apresentar um quadro clínico diferente, de acordo com a idade. No período neonatal, ela costuma apresentar forte hipotonia muscular,  estatura pequena e baixo peso. Em geral são apresentados problemas de aprendizagem e dificuldade para conceitos e pensamentos abstratos. 

♦ Síndrome Williams: deficiência de leve a moderada. Há um comprometimento da capacidade visual e espacial que contrasta com um bom desenvolvimento oral e na música. 

♦ Erros inatos de metabolismo: normalmente não apresentam sinais na criança. Trata-se de alterações metabólicas, normalmente enzimáticas, que podem ser detectadas pelo teste do pezinho. Se tratadas de forma correta, podem prevenir o aparecimento de deficiência intelectual.  

Do que vimos até aqui percebe-se o quão importante é a educação inclusiva, assim como os educadores estarem bem preparados para atender essas crianças e jovens. Há que se aproveitar a riqueza de materiais que os cursos EAD oferecem e estudar cada conceito e ideia, como as dicas de atividades para crianças com deficiência intelectual. Um curso de educação especial é sempre necessário para quem atua em áreas profissionais que tratam com crianças e jovens com deficiência intelectual.

A outra classificação da deficiência intelectual trata dos níveis em que ela se apresenta. Apesar de haver correntes diferentes que determinam o grau, as técnicas psicométricas mais usadas para a classificação de cada grau são as que medem o QI. De acordo com a Organização Mundias da Saúde e a Associação Americana para a Deficiência Mental, o resultado de um teste de QI aponta para cinco graus de deficiência intelectual, distribuidos da seguinte forma:

              Nível da DI (Deficiência Intelectual)                  QI (Quociente de Inteligência)               IM (Idade Mental) 
Limite ou Bordeline 68 - 85 13
Ligeiro 52 - 67 8 a 12
Moderado ou médio 36 - 51 3 a 7
Severo ou grave 20 - 35 3 a 7
Profundo Inferior a 20 0 a 3

A classificação "Limite ou Bordeline" indica que quem se enquadra neste nível pode não apresentar deficiência intelectual, pois são chamadas "crianças com muitas possibilidades", que têm apenas um leve atraso em suas aprendizagens e algumas dificuldades concretas. Alguns fatores podem incluir a criança neste nível, como as que têm carência afetiva e crianças de ambientes sociais desfavorecidos. 

A classificação "Ligeiro" é onde se enquadra a maioria dos deficientes intelectuais e, assim como o nível anterior, não há uma clara percepção de que sejam deficientes e sim, pessoas problemas de origem ambiental, cultural ou familiar. São capazes de desenvolver aprendizagens de comunicação, assim como sociais. Conseguem se adaptar e se integrar no mundo do trabalho. As áreas perceptivo-motoras apresentam atraso mínimo, podendo ser detectado na escola as suas limitações, mas podem chegar a alcaçar um nível escolar baixo e se adaptam bem no ambiente familiar. 

Na classificação "Moderado ou Médio" se encaixa quem consegue ter hábitos de autonomia social e pessoal, mas com mais dificuldades que os anteriores. Podem apresentar dificuldades para se expressar oralmente, mas conseguem aprender a se comunicar pela linguagem verbal. Seu desenvolvimento motor é regular, com possibilidades de  aprenderem alguns conhecimentos tecnológicos que lhe permitam realizar algumas funções. 

A outra classificação é "Severo ou Grave" e é na qual se encaixam as pessoas que precisam de uma maior atenção, porque sua autonomia pessoa e social é bastante rasa. Podem apresentar problemas psicomotores significativos. Podem aprender algumas atividades básicas da vida diária e aprendizagens pré-tecnológicas bem simples. 

O último nível éo "Profundo" e aqui estão os que apresentam um sério comprometimento no desempenho das funções básicas. Apresentam sérios problemas de comunicação com o meio, assim como sensório-motores. Dificilmente têm autonomia para responder a treinos simples de autoajuda, assim como para deslocamentos. 

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O autismo como deficiência intelectual 

Cursos sobre autismo ou mesmo um curso de educação inclusiva pode trazer o autismo como uma deficiência intelectual – e é mesmo? Bem, pode-se dizer que eles andam entrelaçados.  

Em 1943, Kenner e Asperger separaram autismo de deficiência intelectual. Estudos atuais apontam que o TEA (Transtorno do Espectro Autista) pode ser associado com deficiência intelectual, assim como também pode ser associado à outras condições. Há que se considerar que a maioria das pessoas com TEA têm, como comorbidade, deficiência intelecutal. 

Analisando de outra forma: o decreto 6.949, de 2009, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência abrange o todo. Não há um decreto separado para quem tem DI e para quem quem TEA, por exemplo.  

Independemente da visão que se adotar, se pode ter uma ideia clara de que sim, eles caminham juntos e que autistas podem ter deficiência intelectual, mas autismo não é um dos tipos de deficiência.  

Curso sobre autismo ou sobre transtornos globais do desenvolvimento certamente esclarecerão essa dúvida, que aqui colocamos de forma resumida. 

A comunicação alternativa na deficiência intelectual 

Comunicação alternativa é outro tema de cursos online voltados à deficiência intelectual. Trata-se de um conjunto de ferramentas e recursos para atender pessoas sem escrita funcional e sem fala. Esses recursos são conhecidos por sistemas sem ajuda, que é quando se utiliza gestos e expressões faciais e sistemas com ajuda, em que há a utilização de fichários, pastas, prancha de comunicação e alguns itens tecnológicos, como vocalizadores.  

A comunicação alternativa é um dos principais elementos da educação especial inclusiva. É tema de vários cursos a distância, como de um curso de educação inclusiva ou do curso deficiência intelectual. Também é aprendizado primordial para que educadores criem de forma bastante eficiente as atividades para crianças com deficiência intelectual, principalmente porque cada criança precisará de uma abordagem diferente.  

Tudo isso pode ser estudado no nosso curso Deficiência Intelectual – e educadores, não esqueçam: além de você ter acesso a aulas com material pedagógico criado por uma equipe exclusiva, nossos cursos online com certificado lhe garante no currículo as competências necessárias para o trabalho com a educação especial. 

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Deficiência intelectual e educação inclusiva 

A educação inclusiva envolve proporcionar meios de inclusão para as minorias ou para determinados grupos e segmentos de uma sociedade, promovendo a igualdade social por meio da educação. Um de seus "braços" é a educação especial inclusiva, que coloca na escola regular crianças e jovens com deficiências - físicas e intelectuais, com transtornos e outros tipos de distúrbios. 

Apesar de ainda haver muito o que fazer, parte de escolas brasileiras já adotaram a educação inclusiva. O processo é meio lento porque não depende somente da escola. Escolas públicas depende de recursos para adaptar espaços, assim como precisam de educadores capacitados por um curso de educação especial. O trabalho desses profissionais é que garantirá o sucesso da criança com deficiência na escola, pois precisará de embasamento pedagógico para identificar de forma fará a abordagem a esses alunos, para então elaborar atividades para crianças com deficiência intelectual. É claro que até chegar à escola, a criança já foi diagnosticada por uma equipe multidiscplinar, mas mesmo assim, o educador que trabalhará direto com esse aluno precisará fazer a sua identificação. 

O curso Deficiência Intelectual pode ajudar esse profissional nos vários aspectos que compreendem o trabalho com deficiência intelectual. Podem ser feitos, na verdade, vários cursos EAD que envolvam o tema da educação especial inclusiva.  

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Também queremos um feedback seu. O que achou do artigo? Tem alguma sugestão ou dúvida? O espaço dos comentários é seu, gostaremos muito de fazer contato com você. Até breve!

Data Modificação  31/07/2017
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