A Hipertensão Arterial Sistêmica, popularmente conhecida como pressão alta, é um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Dados de 2016 da Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial mostraram que esta condição atinge 36 milhões de adultos no país e ainda contribui para 50% dos casos de morte por doenças cardiovasculares.

Mas afinal, o que é a hipertensão arterial? Tradicionalmente, um indivíduo é considerado hipertenso quando apresenta o aumento sustentado da pressão arterial sistólica maior ou igual (≥) que 140 mmHg (milímetros de mercúrio) e/ou da pressão diastólica ≥ 90 mmHg, o que conhecemos como 14 por 9. A pressão arterial é gerada pela força que o sangue faz contra as paredes das artérias, sendo chamada de sistólica quanto é gerada pela contração do coração e diastólica quanto é resultado do seu relaxamento.

É o bombeamento cardíaco que faz o sangue percorrer o corpo, levando nutrientes, oxigênio e outras substância aos demais órgãos. Neste processo, ele se torna rico em gás carbônico. No retorno para o coração, passando pelos alvéolos pulmonares, o sangue recebe o oxigênio da respiração e libera esse gás carbônico, se tornando apto para circular novamente. Se as artérias se estreitam por qualquer razão, o sangue passa a fluir com maior dificuldade, levando ao aumento da pressão arterial.

Vale lembrar que a hipertensão arterial é considerada uma condição silenciosa, ou seja, em grande parte dos casos não há sintomas de pressão alta. É comum que dores de cabeça, falta de ar, agitação e visão borrada sejam atribuídos a ela, entretanto, esses sintomas costumam ser consequência de quadros mais graves, envolvendo lesões no coração, rins, cérebro e olhos.

Recentemente, as diretrizes do American College of Cardiology e American Heart Association sugeriram novos valores de referência para o diagnóstico da pressão alta, alegando que estudos têm demonstrado resultados positivos na prevenção de doenças cardiovasculares, com a introdução do tratamento medicamentoso em indivíduos com níveis pressóricos ≥ 130 mmHg e/ou ≥ 80 mmHg. Logo após essa publicação, a Sociedade Brasileira de hipertensão se manifestou fazendo um contraponto à nova recomendação.

Para os especialistas brasileiros, apesar das diretrizes nacional e americana concordarem em diversos pontos, os estudos com uso de medicamentos anti-hipertensivos em pacientes com valores dentro desta faixa de pressão ainda não demonstraram benefícios consistentes.  

Ainda que não tenham concordado sobre os valores, ambos os especialistas consideraram que a redução é uma forma de dar mais atenção aos indivíduos com níveis elevados de pressão arterial, uma vez que estes valores já estão associados ao maior risco de desenvolvimento de hipertensão e problemas cardíacos

As frequentes mudanças nas estratégias de prevenção, controle e tratamento, tanto desta quanto da grande maioria das condições clínicas, fazem com que os profissionais de saúde busquem constantemente atualização. O tempo em que as pessoas concluíam um curso de graduação e podiam dar por encerrada a etapa dos estudos deu lugar a um mercado de trabalho que exige de seus profissionais uma formação contínua.

Dentro deste contexto, os cursos online têm se tornado uma das novas e promissoras tendências da área da educação. Esta modalidade se destacou nos últimos anos por dois motivos principais: flexibilidade e baixo custo. Poder estudar em qualquer hora e lugar e ainda investindo menos, está atraindo milhares de estudantes e profissionais que buscam qualificação.

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Para você ter um palinha dos conteúdos abordados em nossos cursos EAD, trouxemos aqui um guia com as informações mais recentes sobre os fatores de risco da hipertensão arterial.

Guia completo dos fatores de risco da Hipertensão Arterial (Pressão Alta)

A hipertensão arterial é uma condição multifatorial, isso quer dizer que ela é desencadeada por uma série de fatores genéticos e ambientais. Apesar do consumo excessivo de sal ser o gatilho mais conhecido, há muito mais para se saber. Vamos a eles:

Sexo

As informações sobre a prevalência da hipertensão em homens e mulheres ainda são contraditórias. Um trabalho de 2009, que revisou estudos de 35 países, encontrou uma prevalência mundial de 37,8% para homens e 32,1% para mulheres. No Brasil, os dados de 2013 do VIGITEL (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) mostraram uma prevalência um pouco maior entre mulheres do que entre os homens.

Uma das explicações para as diferentes taxas encontradas é o fato de a maior parte dos estudos considerarem o diagnóstico autorreferido, ou seja, os participantes da pesquisa informam se houve ou não diagnóstico médico prévio de pressão alta. Este método pode ter alguns problemas, um deles é que, no geral, os homens costumam buscar menos os serviços de saúde que as mulheres, podendo levar a valores subestimados da prevalência da doença entre o gênero.

O que estes dados nos trazem de mais importante é que, na prática clínica, ambos os sexos devem receber a mesma atenção quando o assunto é hipertensão arterial, com aferição da pressão em todas as consultas e recomendações de prevenção e/ou tratamento adequadas. 

Idade

Há uma forte relação entre o envelhecimento e esta condição. A 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial trouxe dados de uma meta-análise com 13.978 idosos, mostrando que no Brasil a prevalência da hipertensão entre eles chega a 68%. Um outro estudo, citado na mesma diretriz, sugeriu que 90% das pessoas com níveis pressóricos normais até os 55 anos de idade desenvolverão hipertensão arterial até o fim da vida. O principal mecanismo que contribui para esta estatística é o enrijecimentos dos vasos sanguíneos, uma alteração natural do processo de envelhecimento.

Ainda que na relação idade/pressão arterial as crianças e adolescentes não façam parte do tradicional grupo de risco, a adoção de hábitos pouco saudáveis e o aumento da obesidade infantil têm tornado a hipertensão arterial cada vez mais frequente nessa faixa etária (saiba mais no Curso Online Obesidade Infantil)‍.

Neste sentido, reforçamos que as medidas de prevenção devem acontecer já na infância. É importante lembrar que crianças a partir de 3 anos de idade devem ter sua pressão arterial aferida em todas as consultas. Esta medição, tanto para crianças quanto para adultos, exige alguns cuidados que garantam a obtenção dos níveis pressóricos corretos. No Curso Online Hipertensão Arterial do Foco Educação Profissional, você encontra recomendações para uma avaliação completa e adequada destes indivíduos.

Etnia

O Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA Brasil 2008-2010), maior pesquisa epidemiológica da América Latina, encontrou as seguintes prevalências de hipertensão arterial:  49,3% em negros, 38,2% em pardos e 30,3% em brancos. A hipótese de que a hipertensão é mais prevalente entre indivíduos negros é sustentada também por outros estudos.  

Fatores Socioeconômicos

Ainda de acordo com o ELSA, a desigualdade socioeconômica está fortemente associada ao controle da hipertensão Arterial. Quanto maior o nível socioeconômico maior costuma ser a conscientização e adesão ao tratamento. Uma pesquisa publicada na Revista de Saúde Pública em 2017, mostrou que indivíduos com 0 a 8 anos de estudos têm mais chances de desenvolver hipertensão Arterial (38%) que aqueles com maior escolaridade.

Obesidade

Indivíduos obesos têm até três vezes mais chances de desenvolver hipertensão arterial. O aumento do volume extracelular e do fluxo sangüíneo, com consequente aumento do débito cardíaco são os principais mecanismos que explicam esta associação. A boa notícia é que os níveis pressóricos tendem a diminuir com a redução do peso corporal. Portanto, é fortemente recomendada a mudança radical do estilo de vida de pacientes com sobrepeso e obesidade como medida preventiva e/ou de tratamento.

Uso abusivo de álcool e Tabagismo

O consumo de álcool de 30 a 40 g/dia por mulheres e ≥ 31g de álcool/dia para homens parece aumentar o risco de hipertensão. O tabagismo, por sua vez, é associado fortemente às doenças cardiovasculares, enquanto o seu papel na fisiopatogênese da hipertensão arterial permanece indefinido. Estudos sugerem que o fumo pode induzir a vasoconstrição e diminuir a distensibilidade das artérias, aumentando a pressão arterial.

Hipertensão arterial

Má alimentação e consumo excessivo de sódio

O padrão alimentar da população brasileira sofreu uma intensa modificação nas últimas décadas. Os novos hábitos alimentares, baseados no alto consumo de gorduras e sódio, contribuíram para a elevação dos níveis pressóricos em todas as faixas etárias. O excesso de gordura na alimentação aumenta o peso corporal e os níveis de colesterol no sangue, representando um maior risco de hipertensão e doenças cardiovasculares. Tão grave quanto é a ingestão de sódio na alimentação do brasileiro, que ultrapassa mais de 2 vezes a quantidade recomendada (2g/dia).

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Estresse

Quando o nível de estresse ultrapassa os limites do indivíduo pode haver uma série de consequências negativas para o corpo, uma delas é a elevação da pressão arterial, causada pelo aumento da atividade simpática do sistema nervoso autônomo. De acordo com um artigo da Revista Brasileira de Hipertensão, é difícil definir a relação entre o estresse e a hipertensão, mas a gravidade da resposta a este fator parece, em parte, depender de fatores genéticos. No nosso Curso Online Hipertensão Arterial você encontra um módulo inteiro sobre fatores de risco, onde está descrito o papel do estresse na hipertensão arterial. 

Genética

O papel da Genética na hipertensão arterial ainda não está completamente esclarecido. O que se sabe é que há alterações genéticas em diversos genes envolvidos no controle da pressão arterial, que interagem entre si e com os fatores ambientais para desencadear a hipertensão. Evidências sugerem que cerca de 30% das alterações de pressão são atribuídas à genética e 50% aos fatores ambientais. 

Complicações associadas

Diabetes Melito Tipo II

Os diabéticos têm duas vezes mais chances de desenvolver hipertensão arterial do que os indivíduos sem a doença. A ocorrência simultânea dessas duas condições aumenta consideravelmente a morbidade e mortalidade por complicações cardiovasculares. A resistência à insulina, condição comum no diabetes melito tipo II, é quando este hormônio tem dificuldade de entrar na célula, onde precisa levar a glicose para ser metabolizada. O resultado desta alteração é o aumento dos níveis sanguíneos de glicose (hiperglicemia) e insulina (hiperinsulinemia).

Diversos mecanismos pelos quais a diabetes predispõe à hipertensão estão associados à hiperinsulinemia, dois exemplos são: o aumento da retenção de sódio na presença de grandes quantidades de insulina no sangue, e a estimulação do sistema nervoso simpático, aumentando o débito cardíaco e consequentemente a pressão arterial.

Ambas as condições são silenciosas, portanto, ressaltamos a importância de não esperar pelos sintomas de pressão alta e diabetes para procurar os serviços de saúde.  

Doença Renal Crônica

O rim e a pressão arterial estão intimamente ligados, tanto que a Doença Renal Crônica pode ser causa ou consequência da hipertensão. O aumento crônico dos níveis pressóricos provoca lesões renais. Estas lesões interferem na atividade normal do órgão, que progressivamente perde a sua função. A Doença Renal Crônica, por sua vez, diminui a capacidade do rim de excretar sódio, levando ao aumento da pressão arterial.

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Como podemos perceber, apesar de décadas sendo alvo de campanhas e políticas de conscientização, a hipertensão arterial continua sendo um grave problema de saúde pública. Infelizmente, como os sintomas de pressão alta só aparecem quando a doença já está avançada, evitar as complicações ainda é muito difícil. Por isso, não há dúvidas que o primeiro e mais efetivo passo para o seu controle é a informação.

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