Todas as organizações, sejam de qualquer natureza – econômica, social, cultural etc – têm uma coisa em comum: a administração. Fator essencial para que empresas e instituições funcionem da forma correta e alcancem seus objetivos, a administração é também um rico campo de oportunidades no mercado de trabalho. Por isso, quem pretende atuar na área administrativa precisa ter um forte embasamento sobre o contexto histórico, fundamentos e uma boa introdução à teoria geral da administração.

A Teoria Geral da Administração (TGA) é a disciplina que trata dos pensamentos, ideias e estudos que embasaram as teorias da administração desde que essas começaram a nortear as organizações, ao longo dos anos, a partir da Revolução Industrial. Por ser tratar de estudos essenciais para a formação de bons administradores, a TGA é temática específica de alguns cursos online, como o Curso Online Teorias da Administração do portal Foco Educação Profissional.

Esse nosso curso online é o tema deste artigo, em que vamos lhes mostrar como surgiram algumas das teorias administrativas e que contribuição elas deram às atuais tendências.

As teorias da administração: das relações humanas ao comportamento organizacional

Veja algumas contribuições de autores e pesquisadores que buscaram formas de atender as necessidades das organizações no século XX. A Administração Científica foi o começo de tudo. Seu objetivo era mudar a improvisação nos processos de produção ao introduzir um método científico. Foi seguida da Teoria Clássica que introduziu elementos como hierarquia, unidades de comando, divisão do trabalho e incentivos materiais e salariais aos trabalhadores, entre outros. Na mesma época, Henry Ford contribuiu com a teoria clássica, principalmente por introduzir sistemas de produção em massa.

Já o modelo burocrático contribuiu com normas, padronizações e, principalmente, registros de todos os processos. A burocracia está entre as teorias da administração que até hoje se fazem presentes nas organizações, principalmente em instituições públicas. A teoria estruturalista, por sua vez, provocou uma ruptura no que se tinha até então e introduziu a visão da organização como um sistema aberto, que se relaciona com o ambiente e com outras organizações. Depois surgiu a teoria das relações humanas, que definiu que variáveis comportamentais tinham influência sobre a produtividade e os resultados do trabalho, além da ênfase na organização informal e a união dos trabalhadores por laços de lealdade.

Todas essas escolas são estudadas mais a fundo em nosso curso de administração online. Nosso artigo continuará com a introdução à teoria geral da administração, mas nosso foco será em outras correntes de pensamento. Continue acompanhando o nosso texto, você descobrirá o quão interessante é o alicerce da ciência da administração e também terá ótimas dicas de cursos a distância nesse segmento para aprimorar conhecimentos e enriquecer o currículo.

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Teoria Comportamental e seus elementos

A Teoria Comportamental, outro componente da Teoria Geral da Administração (TGA), e que pode aparecer em um curso de administração online com o nome de “teoria behaviorista”, forneceu grande parte dos elementos utilizados nas práticas de administração empresarial contemporânea. Seu objeto de estudo foi a hierarquia das necessidades humanas, dos fatores higiênicos e motivadores. Seus inúmeros contribuidores têm publicações como: Comportamento Administrativo (Herbert A. Simon), Motivação e Personalidade (Abraham H. Maslow), Personalidade e Organização (Chris Argyris), O Lado Humano da Empresa (Douglas M. McGregor) e Novos Caminhos de Gestão (Rensis Likert), citando alguns. Os títulos das referidas publicações expressam claramente a nova relação entre a organização e o seu trabalhador. A behaviorista inclusive critica as teorias anteriores, pois as considera muito normativas, enquanto como abordagem comportamentalista adota uma posição mais explicativa.

Hierarquia das necessidades humanas

Abraham H. Maslow desenvolveu uma teoria de motivação que levou em consideração as necessidades humanas, consideradas de forma hierárquica. A essa divisão ele deu o nome de Hierarquia das Necessidades, também conhecida como Pirâmide de Maslow. Para o autor, as seguintes necessidades eram muito úteis para pensar a motivação:

  1. De autorrealização: prazer no que faz, além de seu autodesenvolvimento contínuo;

  2. De estima: o modo como a pessoa se percebe, como a autoconfiança, status, reconhecimento, satisfação do ego e admiração dos colegas, por exemplo;

  3. Sociais: incluem as amizades, afeição, relacionamentos, compreensão e outros elementos;

  4. De segurança: são as necessidades de proteção contra perigos e privações, tanto de saúde quanto de estabilidade;

  5. Fisiológicas: necessidades essenciais, como repouso, alimentação, abrigo e desejo sexual.

Essas necessidades são variáveis de acordo com a pessoa, por isso a organização precisa enxergar e contemplar as mais variadas necessidades, a fim de ter um ambiente que consiga abranger as diferenças individuais de cada trabalhador e assim, conseguir motivá-los.

A Pirâmide de Maslow é também assunto de cursos a distância relacionados à Psicologia, uma vez que trata de motivação, de desenvolvimento pessoas e das pessoas buscarem o que lhes faz feliz. 

Teoria dos dois fatores

Frederick Herzberg, outro importante autor da teoria comportamental, afirmou que dois motivos têm influência direta no comportamento humano em situações de trabalho:

  1. Fatores higiênicos ou extrínsecos: estão relacionados ao ambiente e são decididos pela chefia, como salários, regulamentos internos, políticas da empresa e condições de trabalho;

  2. Fatores motivacionais ou intrínsecos: estão relacionados ao cargo que a pessoa ocupa na organização e como ela se sente com relação a ele, seu reconhecimento na empresa, por exemplo.

O autor observa que os fatores higiênicos não promovem uma satisfação, apenas evitam insatisfações. Já os motivacionais podem provocar melhoras em sua produtividade e desempenho no trabalho.

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Sistemas de administração

Rensis Likert, autor que também importantes contribuições ao comportamentalismo, desenvolveu um modelo de sistemas de administração das organizações humanas. Quatro sistemas são identificados e classificados:

- Sistema 1: autoritário coercitivo. É concentrado no poder do chefe, que controla todos os acontecimentos da organização. As comunicações são verticais e o relacionamento interpessoal não é estimulado. Trata-se de um estilo autocrático, punitivo e arbitrário.

- Sistema 2: autoritário benevolente. Menos inflexível que o sistema 1, dá a possibilidade de comunicação entre as pessoas, mas de forma ainda muito precária.

- Sistema 3: consultivo. Diferente dos sistemas 1 e 2, promove comunicações verticais tanto no sentido descendente quanto no ascendente, e também comunicações laterais. Há muito pouca punição e a participação grupal é estimulada.

- Sistema 4: participativo. Bastante flexível e aberto, apresenta características de gestão democrática. As comunicações fluem em todos os sentidos, o trabalho é desenvolvido em equipe, as decisões são delegadas e há recompensas simbólicas, além das salariais.

Teoria X e Y

Douglas McGregor desenvolveu seu estudo sob a percepção que os gerentes têm com relação à motivação de seus funcionários. Ele identificou uma concepção tradicional (Teoria X) e propôs uma concepção alternativa (Teoria Y). Veja:

- Teoria X: há a concepção de que os trabalhadores não gostam de trabalhar e o evitam sempre que podem. Evitam responsabilidades, são resistentes à mudanças e não conseguem se autocontrolar. Isso faz com que a administração precise controlar rigidamente o trabalho, em uma gestão autoritária.

- Teoria Y: considera que trabalhar é tão agradável quanto divertir-se, que as pessoas são esforçadas, criativas, competentes e que aceitam responsabilidades. Assim, a administração deve criar condições para que os trabalhadores canalizem seus esforços em busca dos objetivos da empresa. Essa seria uma gestão mais democrática.

O autor defende que na teoria X há pressupostos equivocados sobre o comportamento dos trabalhadores, que eles são vistos apenas como meios de produção e forçados a fazer o que a empresa determina, sem considerar suas opiniões.

Teorias da administração

Teoria das decisões e da aceitação da autoridade

Mais dois pensamentos completam este tópico sobre a teoria comportamental. Um deles gerou a teoria das decisões, que prega que a forma como as organizações tomam suas decisões é um aspecto comportamental. A tomada de decisões depende muito de como o indivíduo percebe a situação e varia de pessoa para pessoa. Entretanto, alguns autores criaram uma abordagem racional para o processo de decisão, dividida em oito etapas:

  1. Monitorar o ambiente de decisão

  2. Definir o problema a ser decidido

  3. Especificar os objetivos

  4. Diagnosticar o problema

  5. Estabelecer soluções alternativas

  6. Avaliar as alternativas

  7. Escolher a melhor alternativa

  8. Implementar a alternativa escolhida

Esse processo racional de tomada de decisões é tudo que os gerentes buscam e desejam, e ele pode ajudar com que as decisões não sejam baseadas somente nas emoções ou na intuição.

Já a teoria da aceitação da autoridade traz a diferenciação entre dar ordens e esperar obediência, como na teoria clássica. Na da aceitação, a autoridade acontece quando os trabalhadores aceitam, entendem e cumprem a ordem dada.

Fique atento: saber os desdobramentos da teoria comportamentalista, como as necessidades humanas de Maslow, a teoria X e Y de McGregor e as demais é essencial a quem se prepara para concursos públicos para cargos na área administrativa. Esses temas sempre são utilizados em questões. Nossa dica são os cursos online com certificado de nosso portal, que ensinam de forma eficiente e lhe preparam tanto para processos seletivos quanto para o mercado de trabalho.

Além de nosso curso online voltado às teorias administrativas, outros de nossos cursos também fazem a introdução à teoria geral da administração, como o Curso Online Princípios da Administração e o Curso Online Práticas Administrativas nas empresas.

Teoria Neoclássica: características e elementos de administração

Amplamente estudada e aplicada, a teoria neoclássica é atual e também tópico importante de nosso curso online. Ela também atende por outras denominações, como abordagem universalista da administração, escola operacional, escola do processo administrativo e até mesmo pela definição de uma de suas ramificações, a Administração Por Objetivos (APO).

Suas principais características são:

  1. Ecletismo: apesar da forte influência clássica, os autores neoclássicos utilizam conteúdos e conceitos de outras teorias. Eles reafirmam os princípios da administração científica e da teoria clássica, mas usam aspectos das outras, como a burocrática, estruturalista, de relações humanas, sistêmica e contingencial.

  2. Ação administrativa: ênfase nos aspectos práticos e instrumentais em seus estudos, e no maior valor da teoria quando ela é aplicada.

  3. Foco nos objetivos e resultados: a organização deve ser planejada, organizada, dirigida e controlada em função desses dois elementos. Essa característica da teoria neoclássica é bem representada pela Administração por Objetivos (APO).

Essas características colocam a neoclássica como a teoria que visa a máxima eficiência e também atingir a eficácia.

A eficiência diz respeito a:

  • Fazer as atividades da melhor maneira possível;

  • Utilizar de forma racional os recursos disponíveis;

  • Reduzir custos;

  • Racionalizar meios e procedimentos.

A eficácia diz respeito a:

  • Fazer as atividades que realmente devem ser feitas;

  • Focar nos resultados que se busca atingir;

  • Alcançar os objetivos;

  • Ajustar o que for necessário para alcançar as metas.

Fazendo uma analogia com o futebol, a eficiência seria jogar futebol com arte e maestria e a eficácia seria fazer gols e ganhar o campeonato.

Com relação aos elementos de ação administrativa, os autores reafirmam os princípios clássicos e atualizam a teoria para que seja aplicada nas organizações contemporâneas. Há vários elementos de ação administrativa, vamos citar alguns deles:

- Divisão do trabalho: separa a organização em partes principais e nas tarefas que as constituem;

- Especialização: é um resultado da divisão do trabalho, em que cada função organizacional desempenha atividades especializadas na sua área de atuação;

- Centralização e descentralização: diz respeito à tomada de decisões. Se a autoridade para tomar decisões está perto do topo da organização, a empresa é centralizada; se a autoridade para decidir está nos níveis mais baixos, a empresa é mais descentralizada.

- Amplitude administrativa: também chamada de amplitude de comando ou amplitude de controle. Tem a ver com o número de subordinados que um gerente pode supervisionar. Isso determinará a estrutura organizacional, se será alta e alongada ou achatada e dispersa horizontalmente, como nos modelos atuais de organização.

Há, além desses elementos, os que dizem respeito à estratégica e tática; departamentalização; princípio escalar e outros. O conjunto completo dos elementos de ação administrativa são vistos no Curso Online Teorias da Administração e também em outros de nossos cursos online voltados ao campo administrativo que abordam a teoria geral da administração.

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Administração Por Objetivos (APO)

A Administração Por Objetivos (APO ou MBO – Management by Objectives) é um processo que estabelece os objetivos de uma organização e faz com que todos os níveis hierárquicos foquem no desempenho das atividades para alcançar o que foi proposto.

A APO identifica e estabelece os objetivos, os prazos e os recursos para sua conclusão, assim como as formas de controle. Sua principal característica é estabelecer objetivos estratégicos e táticos (estratégia envolve toda a organização e objetivos a longo prazo, e tática envolve departamentos e objetivos a curto e médio prazo).

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