Ferimentos: quem nunca teve um? Desde o período mais propenso a isso, a infância, que nos rendeu boas cicatrizes, até a idade adulta, por causa de pequenos ou grandes acidentes, inclusive domésticos, ou quedas. Você lembra como eles eram tratados? Tem ideia dos procedimentos que envolvem cuidar de um ferimento? São muitos. Tantos, que há cursos online ensinando tudo sobre ferimentos e como tratá-los. Acompanhe o post e saiba mais sobre feridas e curativos.

Ferimentos podem ser apenas arranhões, mas muitas vezes são lesões um pouquinho mais sérias. Quando se trata de algo mais superficial, normalmente os cuidados são caseiros, mas se for algo mais grave, é preciso que sejam cuidados por quem é capacitado para isso, como médicos, enfermeiros ou auxiliares de enfermagem, que sabem exatamente como tratar feridas e quais tipos de curativo utilizar. Há também as feridas crônicas, que são causadas por fatores internos. Veremos mais sobre os dois tipos mais adiante

Para tratar feridas há vários tipos de procedimentos, assim como de medicamentos e materiais utilizados. É tão importante que os espaços de atendimento a pacientes como centros e postos de saúde, hospitais, emergências e unidades de pronto-socorro têm a "sala de curativos". Todos os cuidados necessários, assim como as avaliações sobre os tipos de feridas e tratamentos podem ser conhecidos por meio de formações trazidas através de cursos EAD.  

Neste artigo vamos abordar os vários aspectos sobre os cuidados que uma ferida requer, tudo baseado no que um curso de feridas trata. O assunto é amplo, interessante e importante, pois prepara pessoas que trabalham na área de saúde para que saibam sobre a limpeza de feridas, como fazer curativos em feridas abertas e até sobre processos de cicatrização. 

Conhecer bem sobre os tipos de feridas e tratamentos torna o cuidado mais fácil e os resultados mais eficientes. Lembrando que qualquer pessoa pode estudar sobre o assunto, mesmo que não trabalhe na área. Apesar de que, ao fazer um curso de curativos e feridas, você se capacita, ou seja, pode direcionar a vida profissional para a área. Cursos online com certificado fazem isso por você. 

Temos uma sugestão bem bacana – uma dica valiosa, na verdade: o Curso Online Cuidados Aplicados às Feridas - Noções Gerais. Nesse curso você aprenderá conceitos, conhecerá o manual de normas, tipos de feridas e tratamento e muito mais sobre esse problema que pode afetar nossa pele. 

 

O que é uma ferida? 

Ferida – ou lesão - é quando ocorre a perda da continuidade dos tecidos. Ela modifica a estrutura normal da pele, o maior órgão de nosso corpo, cuja função é proteger de atritos, ajudar no controle da nossa temperatura corporal, dentre outras. A pele é formada por três camadas: a) epiderme, a camada mais externa, formada por várias camadas de células, cada uma com uma função;  b) derme, composta de colágeno, que proporciona elasticidade à pele e onde há os vasos sanguíneos e linfáticos e as terminações nervosas; c) tecido subcutâneo, onde estão as células adiposas e é a parte que une a pele a outros órgãos.  Dependendo de quais camadas uma ferida atinge, ela pode ser apenas superficial ou pode ser profunda. Normalmente, uma ferida fecha em até seis semanas. 

Mas e se não fechar em seis semanas? Se a ferida continua evoluindo e em até seis semanas não dá mostras de que vai cicatrizar, ela pode se transformar em uma úlcera. 

É importante lembrar que quando pensamos em "ferida", costumamos pensar que basta limpar o local com água ou soro fisiológico, aplicar uma pomada, colocar uma gaze e esperar que ela cicatrize e melhore – e fica tudo bem. Acontece que não é bem assim, pois há alguns fatores que tornam cada ferida específica, e a partir disso é que se determina o tipo de tratamento. As feridas têm graus de contaminação diferentes, assim como tempo de traumatismo, profundidade e causa da lesão. Isso demanda que a pessoa tenha o conhecimento adequado para tomar os cuidados corretos e conseguir tratar adequadamente e curar de forma efetiva cada tipo de ferida. 

Por isso existem os cursos a distância que tratam desse assunto. Sabemos que é preciso um profundo conhecimento do que se faz, principalmente quando se trata de saúde. Uma ferida que não é bem cuidada pode trazer graves problemas à saúde. Nos cursos EAD sobre cuidados aplicados a ferimentos, aprende-se desde a limpeza de feridas, até os melhores tipos de curativos a serem usados em cada caso. 

Já citamos anteriormente os tipos de feridas, mas vamos aprofundar um pouquinho:  

  • Agudas: são as feridas recentes e que estão nas camadas mais próximas à superfície (epiderme e derme). São normalmente causadas por fatores externos, como traumas biológicos, químicos ou físicos. Elas podem ainda serem causadas por cirurgias – neste caso, se não tratadas de forma adequada, podem ser transformar em crônicas. 

  • Crônicas: são as feridas cujo cicatrização demora mais do que o esperado, levando o tecido a demorar para se restabelecer, porque atingem camadas mais profundas, além das camadas mais externas, que são a epiderme e a derme. São, normalmente, causadas por fatores internos como infecções ou doenças vasculares ou metabólicas. Outro motivo pode transformá-las em crônicas: a falta de cuidados adequados, que as deixam expostas a organismo externos e acabam complicando a cicatrização. 

Cuidados e tratamentos de feridas

Classificação das feridas 

As feridas são classificadas de acordo com os mesmos fatores que as causam, divididos nas seguintes propriedades: cirúrgicas, patológicas e traumáticas. 

Feridas cirúrgicas 

São normalmente causadas de forma premeditada e se originam de algum tratamento específico. Devem ser feitas de forma asséptica (livre de contaminação), e empregando os cuidados corretos, através de profissionais da área médica.

Feridas patológicas 

São as resultantes de fatores sistêmicos: deficiências proteicas ou doenças pré-existentes, como Diabetes Melito (DM) e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS). O "pé diabético" é um exemplo de ferida patológica.  

Feridas traumáticas 

As feridas podem ser classificadas de acordo com o que a causou: 

  • Laceração: quando o tecido é esmagado por um excesso de pressão.

  • Escoriação: é uma lesão que ocorre na epiderme (superfície da primeira camada da pele), em que o tecido é retirado.

  • Corte ou incisão: quando é causada por algum tipo de lâmina - faca ou bisturi, por exemplo.

  • Contusão: são as esquimoses, fraturas ou luxações, causadas por objetos que causam trauma ou choque nos tecidos.

  • Perfuração: são as feridas causadas pela perfuração em um ou em vários tecidos, como a causada por armas de fogo.

  • As causadas por queimaduras, calor ou radiação, úlceras por pressão e outros.

Graus de contaminação das feridas

Já mencionamos que os tipos de feridas são definidos também pelo seu grau de contaminação. Conheça alguns deles:

  • Ferida limpa: as cirúrgicas são exemplos de feridas limpas. Como são realizadas em ambientes cirúrgicos e esterilizados, acredita-se não terem o risco de contato com microrganismos.

  • Ferida limpa-contaminada: esse tipo tem grande chance de ser contaminada. São as feridas causadas por acidentes ou abertas por até seis horas antes do atendimento. Encaixam-se aqui também as cirurgias que envolvem cavidades.

  • Ferida contaminada: são as que têm reação inflamatória. Essa reação pode ser causada pelo contato com terra ou algum outro tipo de matéria contaminada.

  • Ferida infectada: esses tipos apresentam sinais claros de infecção, como edemas, vermelhidão, dor, alteração de temperatura e presença de pus. Úlceras, feridas crônicas ou as que demoram a cicatrizar são bastante suscetíveis a ter um agente infeccioso no local, causando uma reação inflamatória e destruindo tecidos. 

Como você pode observar, até mesmo quando são "apenas arranhões", as feridas são classificadas (escoriações). Também conhecemos por "esfolar". Tudo o que foi visto até agora é apenas uma introdução do que trata um curso de feridas. Os cursos EAD sobre feridas, curativos, formas de tratamento e cuidados são direcionados tanto a quem trabalha na saúde quanto a qualquer pessoa que queira conhecer sobre esse tema, que é de grande utilidade.

Fatores de risco para o desenvolvimento de uma ferida 

Os paciente que têm Diabetes Melito (DM) e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), são considerados como candidatos em potencial ao desenvolvimento de feridas crônicas. Isso porque esse grupo têm complicações vasculares mais frequentes, principalmente se houver a presença de fatores como obesidade e tabagismo. Além de aumentar o risco de desenvolver lesões, ainda há um agravante: dificulta a cicatrização das mesmas. 

Há outros tipos de pacientes que precisam ter cuidados redobrados: os acamados ou os que usam cadeiras de rodas. Mas por quê? Esses pacientes podem desenvolver uma úlcera por pressão, ou escara, como também é chamada. Pessoas que ficam por muito tempo na mesma posição têm seus tecidos moles pressionados a uma proeminência óssea por longos períodos de tempo, o que acaba causando um edema, isquemia local e até mesmo ter os mediadores de inflamação ativados – tudo isso acaba resultando na morte celular. Esse ponto é bem importante e faz parte do conteúdo disponibilizado em cursos online.

Paralelo a isso, alguns motivos podem interferir no processo de cicatrização de uma ferida crônica: o estado nutricional do paciente e a idade. Nesses casos, pode-se esperar um tratamento contínuo e prolongado. 

As lesões crônicas mais comuns: lesão por doenças autoimunes; pé diabético, úlceras vasculogênicas, feridas oncológicas e estomas. 

Feridas e tipos de curativos

Cicatrização de feridas 

A cicatrização é o processo de reparação da pele. Assim que a pele sofre uma lesão, imediatamente o processo de cicatrização é iniciado. Ele passa por três fases: a inflatória, a proliferativa e a de maturação. 

A fase inflamatória começa assim que acontece a lesão. Ela tem em uma função bem importante, que é preparar o local para que o novo tecido cresça. Nessa fase há sintomas como rubor, calor, dor e edema. A proliferativa é quando surge um tecido de granulação, formado por brotos endoteliais e novos vasos sanguíneos. Ela ocorre 72 horas após a lesão e dura até três semanas.  A de maturação acontece por volta da terceira semana e dura até dois anos. Percebe-se que a cicatriz começa a perder a coloração avermelhada.  

Além das fases, existem os tipos de cicatrização, que são três:

  1. Primeira intenção: acontece em pequenas feridas, as quais têm as bordas próximas e são unidas por sutura.

  2. Segunda intenção: quando ocorre uma perda grande de tecido e as bordas estão mais afastadas. Podem ter ou não infecção. Não são suturadas, são deixadas abertas para que fechem pela epitelização.

  3. Terceira intenção: acontece a abertura espontânea da sutura (chamado de deiscência). Então deve ser tratada e aguardar que o tecido de granulação se forme para depois captar as bordas da lesão.

Avaliação e tratamento de feridas 

Um dos temas principais de um curso de feridas é ensinar como avaliar e como tratar feridas. Esse diagóstico é bastante importante e impacta diretamente em resultados eficazes.  

Na avaliação, se deve considerar: causa, tempo que a lesão existe, presença ou não de infecção, presença de edema, profundidade e extensão da ferida, avaliação da dor.

O tratamento consiste na limpeza de feridas e na aplicação de uma cobertura (o curativo) que tem a função de prevenir contaminação, infecção e ajudar a promover a cicatrização. Isso nos leva ao próximo assunto que são os curativos, outro tópico que você verá em um curso de curativos e feridas.  

Cuidados aplicados às feridas: curativos 

Ao aprender como tratar feridas, você aprenderá sobre outro passo importante e essencial de todo o processo, que é a parte de um curso de curativos e feridas que aborda os tipos de curativos e de que forma eles contribuem no tratamento das lesões, como o curativo compressivo, que tem uma função ideal e é determinante para a eficácia do tratamento. 

O curso online Cuidados Aplicados às Feridas - Noções Gerais além de ter tópicos sobre os tipos de feridas e tratamento, mostrar a classificação das úlceras de pressão e tratar do manual de rotinas, também ensinará sobre os tipos de curativos.  Você tem ideia de como fazer curativos em feridas abertas?  Sabe que aquele curativo em forma de X tem um nome e uma razão de existir? Pois é, nossos cursos a distância sobre curativos e feridas também ensinam isso - e se você fizer cursos online com certificado, terá a comprovação em seu currículo de que está bem instruído e conhecedor das técnicas sobre ferimentos, bandagens e afins. Nossa próxima parada: curativos. 

O que é um curativo?

Trata-se de um procedimento utilizado para a limpeza e proteção de lesões, além de seu tratamento. Certamente você conhece as coberturas utilizadas para fazer um curativo, como compressas e gazes, conhecidos como curativos passivos. Mas as últimas décadas trouxeram inovações em curativos: os chamados ativos (interativos ou bioativos). Veja mais detalhe sobre essa classificação: 

♦ Curativos passivos: os produtos utilizados cobrem e protegem a ferida. Algodão, esparadrapos, fitas cirúrgicas, micropore, gazes normais e gazes medicadas fazem parte desse grupo. 

♦ Curativos ativos:  

a) interativos ou hidroativos: são os que mantêm um microambiente mais adequado para a cura das feridas. Hidrocoloides, hidrogéis, polímeros de partículas e fibrosos, películas e espumas polimerizadas fazem parte deste grupo. 

b) bioativos: esse tipo de curativo tem como função estimular que substâncias ativas sejam liberadas durante a cura. Polissacarídeos, hidrogéis, hidrocolóides e alginato de cálcio são exemplos de curativos bioativos.

 

Os curativos também podem ser classificados em:  

♦ Simples ou aberto: as feridas são limpadas com antissépticos e é aplicada uma medicação. A lesão não é coberta.  

♦ Oclusivos: neste tipo de curativo, as feridas não ficam expostas. Há três tipos: 

a) secos: coloca-se uma camada de gaze e se prende com esparadrapo ou atadura.

b) úmido: um antisséptico é aplicado para que as bactérias sejam removidas, assim como as células descamadas e as crostas. A ferida é então coberta com gaze umedecida.

c) compressivos: um curativo compressivo tem a função de interferir na hemostasia sanguínea. Esse curativo compressivo tem quatro camadas: uma de proteção, uma absorvente, a de compressão e a de fixação. 

♦ Contensivos: neste tipo de curativo os recursos são utilizados para aproximar as bordas das feridas. Lembra que mais acima falamos sobre aqueles curativos em forma de X terem uma denominação? Pois é, são os contensivos. 

Chegamos até aqui e ainda há muito o que falar. Para quem ficou com dúvidas sobre, por exemplo, como fazer curativos em feridas abertas, podemos dizer que esse é um procedimento que requer bastante cuidado e atenção, para evitar o risco de infecções. Mas isso e tudo mais acerca dos cuidados e tratamentos de feridas você vai saber quando acessar o nosso curso online Cuidados Aplicados às Feridas - Noções Gerais

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