Você quer aprender mais a respeito da História do Brasil? Este artigo foi idealizado pela equipe do Foco Educação Profissional de modo a abordar as principais características do período imperial brasileiro. Vamos tratar de temas que vão esclarecer todas as suas dúvidas no que abrange a época do Primeiro Reinado, passando pelo Período Regencial, até chegar ao Segundo Reinado.

Para compreender melhor este contexto é importante primeiro entender o que levou a família real a abandonar Portugal. No início do ano de 1808, o reino enfrentava graves problemas e estava em iminência de ser invadido pelas tropas comandadas por Napoleão Bonaparte. Sem aporte militar para suportar uma guerra contra a França, o então príncipe regente, D. João VI, optou pela fuga da família real portuguesa para o Brasil.

Em janeiro de 1808, a família real portuguesa e milhares de membros da corte desembarcaram no Rio de Janeiro e em Salvador protegidos pela esquadra inglesa, único aliado de portugal na época. Como uma espécie de "recompensa" pela ajuda, D. João assinou o tratado de abertura dos portos às nações amigas, o que resultava no ínicio do Brasil Império.

Com a chegada de tantos nobres, D. João então optou por desapropriar diversas propriedades com a finalidade de abrigá-los, o que gerou grande impopularidade. Em 1808, foi fundado o Banco do Brasil. Entre muitos outros acontecimentos, se destacou a mudança dos nomes das capitanias, que passaram a se chamar províncias a partir de 1821. Você pode até se lembrar de ter estudado todos esses fatos em suas aulas de História.

Ainda em 1821, com a queda de Napoleão, D. João VI retornou a Portugal deixando seu filho, D. Pedro I, como príncipe regente. O príncipe se tornou imperador do Brasil pouco tempo depois. No Curso Online História do Brasil do portal você poderá ter um panorama completo a respeito desse assunto e da História brasileira como um todo.

Primeiro Reinado: seu papel e sua importância na História do Brasil

O Primeiro Reinado pode ser descrito como o tempo em que D. Pedro I governou o Brasil. De acordo com o contexto histórico esse período foi marcado por muitas divergências, já que a transição de Colônia para o Império resultou no conflito de interesses de muitas pessoas influentes na época.

Em 1822, D. Pedro foi convocado a retornar para Portugal, pois seu pai, ao saber que todos o estavam pressionando a não mais obedecer às ordens portuguesas, tentou intervir. No entanto, em razão do grande clamor da população para sua permanência, ele decidiu ficar. O dia 9 de janeiro de 1822 então foi marcado na História do Brasil como o "dia do fico" e ficou caracterizado pela famosa frase do então príncipe regente: "se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico".

Em 7 de setembro de 1822, durante uma viagem às margens do Rio Ipiranga, D. Pedro recebeu novamente uma mensagem da corte o convocando. Disposto a ignorar as ordens portuguesas ele decidiu declarar a independência do Brasil ali mesmo, proferindo a seguinte frase: "Independência ou Morte". Esse fato marcou o início do Brasil Império, ou seja, o país deixou de ser colônia de Portugal e passou ao posto Imperial. Os Estados Unidos, em 1824, foram a primeira nação a reconhecer a independência do Brasil.

Neste momento da história, o Brasil estava dividido basicamente em dois grupos: os conservadores e os liberais. Logicamente, os conservadores defendiam uma forma de governo totalmente voltada para a monarquia. Já os liberais queriam uma monarquia em que o governo do imperador fosse limitado, ou seja, o poder devia ser de certa forma "dividido".

Como primeiro grande ato, o governante convocou a constituinte de 1823, que visava a criação da primeira constituição brasileira. No entanto, a assembleia foi cancelada, pois gerou muitos conflitos, já que D. Pedro I quis centralizar o poder somente nele, a constituição só foi apresentada em 1824, pelo próprio imperador. Em razão disso, surgiram algumas revoltas, como a Confederação do Equador, que logo foi reprimida pelas tropas do Império.

Contexto histórico: as principais características do Primeiro Reinado

O Primeiro Reinado durou de 1822 a 1831, período marcado por diversos acontecimentos importantes. Após a apresentação da constituição, o poder do Império passou a se dividir em quatro pilares fundamentais, totalmente centralizados no imperador:

  • Poder moderador: reservado ao imperador. Esse era o poder supremo no período imperial, ou seja, concedia poderes máximos, podendo anular decisões dos demais poderes;
     
  • Poder executivo: executado pelo imperador e pelos ministros de Estado que eram nomeados por ele;
     
  • Poder legislativo: deputados e senadores permanentes idealizavam as leis;
     
  • Poder judiciário: composto por juízes indicados pelo próprio imperador.

Entre as principais leis da constituição de 1824 se destacavam o voto censitário (pela renda), a concepção de um governo alicerçado na monarquia hereditária, a vigência da escravidão e o catolicismo como religião oficial do Império. No entanto, a Igreja perdeu grande parte de seu poder e passou a ser subordinada ao Império. O Foco Educação Profissional dispõe de um curso de História exclusivo em que você poderá se aprofundar em outros detalhes a respeito deste conteúdo.

Em 1825, o Brasil entra em guerra pelo território que hoje é o Uruguai. A Guerra da Cisplatina, como ficou conhecida, foi um divisor importante no contexto histórico do Primeiro Império, já que o dinheiro investido prejudicou fortemente a economia do Império, além do fato de saírem "derrotados" da batalha.

Com as constantes crises, a impopularidade e o aumento das manifestações nos anos seguintes, D. Pedro I foi aconselhado por seus conselheiros a abdicar do trono em favor de seu filho, Pedro de Alcântara, então com cinco anos. Como a constituição exigia a maioridade para se governar, o Brasil passou a ser governado por regentes até que o herdeiro pudesse assumir o poder.

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História do Brasil: o Período Regencial e suas características

Como explicado no tópico anterior, com a saída de D. Pedro I do governo, se iniciou uma nova época no Brasil, o Período Regencial. Isso aconteceu pelo fato de seu filho, D. Pedro II não ter a idade mínima para ser nomeado imperador, tendo que esperar a maioridade para a consolidação do feito. Sendo assim, nesse contexto histórico que abrange o período de 1831 a 1840, o Império foi governado, como mandava a constituição: por regentes.

Durante o Período Regencial se destacaram três grupos políticos, sendo eles denominados de:

  • Restauradores: defensores da monarquia, eram a favor do retorno de D. Pedro I ao trono do Império. Com a morte de D. Pedro I em 1834, o grupo acabou perdendo força. Dentre seus representantes podemos citar José Bonifácio como sendo um dos mais influentes. O curso de História do portal pode ajudá-lo a compreender melhor esse cenário.
     
  • Liberais moderados: defensores da monarquia, defendiam a coroação de D. Pedro II, entretanto, eram a favor que o legislativo também exercesse maior poder no Império, o que representava a restrição de parte dos poderes imperiais.
     
  • Liberais exaltados: defendiam o federalismo de modo a conferir maior autonomia às províncias do Império, ou seja, eram a favor da descentralização do poder. Aqui, alguns já defendiam a instauração da República.

Basicamente, as regências se dividiram em quatro fases, são elas:

  • Regência trina provisória (de abril a junho de 1831): Francisco de Lima e Silva (representava o exército), Nicolau Pereira de Campos Vergueiro (moderado e com ideias liberais) e José Joaquim Carneiro de Campos (representava a ala conservadora);
     
  • Regência trina permanente (1831 a 1835): brigadeiro de Francisco de Lima e Silva (novamente representando o exército), Costa Carvalho (representava o Sul e o Sudeste) e João Bráulio Muniz (representava o Norte e o Nordeste);
     
  • Regência una de Diogo Feijó (1835 a 1837): em virtude do ato adicional de 1834, a administração do Império passa a ser por uma Regência una. Marcou a era dos progressistas moderados no poder;
     
  • Regência una de Araújo Lima (1837 a 1840): a era conservadora no poder. Uma boa dica para compreender melhor todas essas fases é fazer um bom curso de História.

O Curso Online História do Brasil do portal apresenta um panorama completo a respeito do Período Regencial e de todos os outros ciclos, como a época colonial e republicana. Aproveite todo esse conteúdo de qualidade em conjunto com as facilidades proporcionadas por cursos online com certificado.
 

Historia Brasil

Contexto histórico das principais revoltas do Período Regencial

Devido às disputas pelo poder pelos grupos políticos a era regencial foi marcada por diversas revoltas. As más condições de vida de grande parte da população, a miséria, a fome e a centralização administrativa foram os principais motivos que deram origem aos conflitos.

  • Cabanagem (PA): esse movimento popular ocorreu entre 1835 a 1840 e reuniu mestiços, indígenas, comerciantes e donos de terras contra o governo, com a finalidade de conquistar a independência da província do Grão-Pará para terem melhores condições de vida e autonomia política e comercial. Depois de cinco anos de batalhas sangrentas e milhares de mortos e presos, os cabanos (como eram conhecidos) não conseguiram resistir e sucumbiram perante o governo regencial;
     
  • Farroupilha (RS): também denominada de Guerra dos Farrapos (1835 - 1845) foi o mais longo movimento civil da História do Brasil, ocorreu no Rio Grande do Sul e tinha os fazendeiros como líderes em sua maioria. Tinha caráter republicano e lutava contra o governo imperial;
     
  • Sabinada (BA): esse movimento ocorreu entre 1837 e 1838, na Bahia. Foi um movimento de caráter emancipacionista, liderado por Francisco Sabino. Ou seja, a revolta era contra o Período Regencial, já que a intenção era constituir uma República até D. Pedro II assumir o trono, não possuindo ideal separatista. O movimento não resistiu muito tempo ante as forças do Império, resultando em mais de dois mil mortos e milhares de presos;
     
  • Balaiada (MA): também conhecida como Guerra dos Bem-te-vis, essa revolta aconteceu no Maranhão em virtude da violência dos senhores de terras e da queda da produção de algodão ante a concorrência dos Estados Unidos, o que ocasionou ainda mais pobreza na região. Possuiu caráter popular e lutaram contra a exploração dos trabalhadores. Iniciou em 1838 e terminou em 1841 com a captura e morte de Cosme Bento, o líder do movimento.

O Período Regencial chegou ao fim em 1840 com o golpe da maioridade que tornou Pedro de Alcântara, aos 14 anos de idade, o segundo e último imperador do Brasil. Para você que quer aprender muito mais de forma fácil e acessível, uma boa dica é estudar com cursos online, afinal, você poderá ter todo o conteúdo disponível para seu aprendizado no momento e no lugar que quiser.

História do Brasil: conheça o contexto histórico do Segundo Reinado

O Segundo Reinado pode ser descrito como o período em que D. Pedro II governou o Brasil por longos 49 anos (1840 - 1889). Dois partidos dominaram o cenário político brasileiro nessa época, o Partido Liberal, que nasceu dos progressistas e o Partido Conservador, que foi originado da ala conservadora. Segundo o contexto histórico, esse reinado passou por três importantes fases que podem ser descritas como: consolidação (1840 - 1850), apogeu/auge (1850 - 1870) e declínio (1870 - 1889).

Quando D. Pedro II chegou ao poder enfrentou um cenário que estava repleto por crises políticas. De modo a solucionar esses conflitos foi instalado o Parlamentarismo no Brasil em 1847, que passou a funcionar em consonância como o poder moderador. O imperador então passou a escolher somente o primeiro-ministro, que passou a decidir os nomes para compor o gabinete ministerial.

A revolução praieira foi o principal conflito durante este período e durou de 1849 a 1850, outros dois conflitos que se iniciaram durante as regências tiveram seu fim durante o Segundo Reinado: revolta da Balaiada (1841) e Farroupilha (1845). Entre 1853 e 1861, ocorreu um período em que liberais e conservadores governaram sem conflitos, época que ficou conhecida como o período da conciliação.

O Segundo Reinado ainda veio a ser marcado por acontecimentos importantes, como a Guerra do Paraguai e a abolição da escravatura, em 1888. Para você que deseja conhecer mais sobre essa temática, cursos online são perfeitos para acrescer seus saberes de forma prática e flexível.

O café passou a ser o principal produto de exportação do Império durante o Segundo Reinado. Consequentemente, o sucesso econômico gerado acabou por estimular a urbanização e industrialização. Por esse motivo, o espiríto pela consolidação da República ganhou força e em 1889, o Império de D Pedro II chegou ao fim em razão de muitas questões, sendo elas populares, religiosas, abolicionistas e militares.

História do Brasil: cronologia com as características do período

Para tudo ficar mais claro elaboramos uma cronologia do Segundo Reinado, como aquelas que você estudava em suas aulas de História, com um breve panorama para que entenda melhor as principais características a respeito desse importante período:

  • 1837: nasce o Partido Liberal e o Partido Conservador;
     
  • 1840: golpe da maioridade (Partido Liberal);
     
  • 1841: coroação de Dom Pedro II como imperador do Brasil aos 14 anos de idade;
     
  • 1847: criação do Parlamentarismo;
     
  • 1862: criação da Liga Progressista;
     
  • 1870: fim da Guerra do Paraguai;
     
  • 1871: questão religiosa, conflitos entre a Igreja e a monarquia;
     
  • 1873: fundação do Partido Republicano;
     
  • 1883: questão militar, sucessão de conflitos entre exército e monarquia;
     
  • 1888: princesa Isabel, filha de D. Pedro II, assina a Lei Áurea. Esse fato marcou o fim de mais de 300 anos de escravidão no Brasil;
     
  • 1889: acontece a Proclamação da República.

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